sexta-feira, 31 de maio de 2013

Aí eu choro...

Depois que uma mulher se torna mãe, o seu maior medo é de morrer antes de ter cumprido a sua missão em relação ao seu rebento.
Nunca tive medo da morte. Sou tão curiosa em relação ao “depois” que não consigo ter exatamente ‘medo’ de morrer. Mas, em função dos filhos, hoje também tenho medo de ir embora antes da hora que considero certa. Minha apreensão maior é em função das limitações do Carlinhos. O Leo um dia será independente, sairá da minha asa e ganhará o mundo – se Deus quiser! Mas o Calico não, ele será meu eterno companheirinho, nunca iremos nos separar, a não ser quando um de nós dois tiver que dizer adeus.
Pois bem... hoje o meu pequeno Leo, como num passe de mágica, fez com que este meu medo sumisse, desaparecesse, evaporasse...
À tarde estávamos assistindo ao DVD da festa de um aninho dele e dez anos do Carlinhos. Comemoramos junto porque achamos que assim seria muito mais especial, e realmente foi. No início do vídeo aparecem algumas fotos com frases que contam um pouco da história da minha família: como conhecemos o Carlinhos, as mudanças que ele promoveu na nossa rotina, a alegria de ter um filho especial, as grandes conquistas pessoais que tivemos pelo privilégio de termos ele entre nós... depois a chegada do Leo, as novas mudanças promovidas pelo segundo filho, a realização de vê-los crescendo juntos, etc etc etc.
Assistindo esta parte DVD, o Leo começou a ‘tremer o beicinho’. Perguntei se ele estava chorando e ele, contrariado de ter sido flagrado, saiu correndo, se escondeu atrás do sofá e ficou espiando o restante do vídeo dali.
Passadas algumas horas, ele me perguntou se quando fosse adulto iria continuar chorando ou se não choraria mais quando visse a filmagem da festa. Então eu perguntei o porquê dele ter chorado, se sabia me explicar o motivo.
Com o queixinho tremendo mais uma vez ele me disse: É porque eu amo muito o meu irmão.
PUTA QUE PARIU! Aí sou eu que tenho que chorar.

- Papai do Céu, não tenho pressa, mas também não tenho mais medo. Sei que se minha hora for precoce, o Carlinhos ficará em boas mãos.

Amém!

terça-feira, 28 de maio de 2013

A importância do NÃO!

Dizer não é uma arte.
A arte de ser quem se quer ser e não o que os outros acham que devemos/precisamos ser.
É preciso muita auto-confiança e maturidade para saber que o julgamento dos outros é absolutamente irrelevante quando a nossa consciência está em paz.
No início é difícil dizer não. Dói, mexe com o nosso senso de "bondade"... Mas de que adianta ser bom aos olhos dos demais quando somos infelizes, quando nos sentimos usados, desvalorizados, desrespeitados...?
Com o tempo o "não" torna-se mais fácil, ele vai afastando os oportunistas, os folgados, os que acham que o mundo tem obrigações para com eles.
E é aí que mora a melhor parte do não: só fica por perto quem realmente gosta da gente, quem nos respeita, quem valoriza a nossa sinceridade. Pode até não concordar conosco, mas compreende que cada um é livre para viver de acordo com seus próprios valores e seus próprios critérios.
A vida é muito curta para perder tempo sendo o que os outros querem ao invez de ser quem realmente somos.