sábado, 22 de junho de 2013

Vandalismo nosso de cada dia

Sobre os vândalos:
  1. Crise de valores – não vou explicar esta parte
  2. A maioria certamente já é bandido no cotidiano. Ninguém que trabalha, estuda e seja um cidadão de bem se sente no direito (sob nenhum pretexto) de depredar patrimônio público ou privado.
  3. Todos nós sabemos que os vândalos vivem na nossa sociedade. Tá com dúvida? Gaviões da Fiel, por exemplo, faz você lembrar de algo relacionado a vandalismo? Índio queimado, mendigo incendiado, etc etc etc.
  4. Combustível mor: IMPUNIDADE. Nunca vivemos um sentimento tão real de impunidade. Começa pelo governo, mas passa por toda a sociedade. Além da falta de punição dos crimes de colarinho branco, ninguém se sente efetivamente protegido pela lei. Ela é muito branda com os criminosos em geral, além disto ta todo mundo cansado de ver pessoas condenadas por crimes hediondos permanecerem por um período de tempo irrisório na cadeia. A justiça condena, mas a própria lei acaba libertando o criminoso muito tempo antes de a pena ser cumprida.
  5. Polícia corrompida – Como braço do governo, a polícia já vem desacreditada e não é de hoje. Todos nós sabemos que a polícia está envolvida em vários tipos de crime. Os escândalos envolvendo policiais corruptos com a bandidagem já não espantam mais a sociedade. Os pontos de vendas de drogas, por exemplo, são de conhecimento da polícia, que cobra a sua “beira” e faz vista grossa em relação ao mercado livre. Com a imagem comprometida, a polícia não intimida o bandido como deveria, facilitando a ousadia e a agressividade de quem ta a fim de barbarizar.
  6. Direitos humanos totalmente equivocados – o bandido está muito mais protegido e amparado do que o cidadão de bem. As organizações que defendem os direitos humanos em relação aos criminosos trabalham com muito mais afinco e competência do que as que deveriam defender os direitos de quem não é bandido. A sensação de insegurança hoje em dia é privilégio de quem é honesto. A bandidagem ta garantida pelos direitos humanos. Nem as crianças possuem tantos mecanismos de defesa quanto os bandidos.
  7. Crise da educação – As famílias não educam, as escolas não conseguem desenvolver o seu trabalho porque simplesmente os pais não querem se envolver. O vandalismo já chegou na infância. Os alunos desrespeitam os professores, destroem as escolas, brigam com entre si e nada acontece.

Trocando em miúdos, o vandalismo é aceito, é tolerado, é considerado normal. Todas as questões que envolvem violência fazem parte do cotidiano dos brasileiros e já nos habituamos a conviver com isto. A única novidade trazida pelos vândalos infiltrados nos protestos é que eles estão reunidos e não agindo isoladamente ou em pequenos grupos como sempre fazem.

Sabemos muito bem quem eles são, convivemos com eles diariamente.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Aí eu choro...

Depois que uma mulher se torna mãe, o seu maior medo é de morrer antes de ter cumprido a sua missão em relação ao seu rebento.
Nunca tive medo da morte. Sou tão curiosa em relação ao “depois” que não consigo ter exatamente ‘medo’ de morrer. Mas, em função dos filhos, hoje também tenho medo de ir embora antes da hora que considero certa. Minha apreensão maior é em função das limitações do Carlinhos. O Leo um dia será independente, sairá da minha asa e ganhará o mundo – se Deus quiser! Mas o Calico não, ele será meu eterno companheirinho, nunca iremos nos separar, a não ser quando um de nós dois tiver que dizer adeus.
Pois bem... hoje o meu pequeno Leo, como num passe de mágica, fez com que este meu medo sumisse, desaparecesse, evaporasse...
À tarde estávamos assistindo ao DVD da festa de um aninho dele e dez anos do Carlinhos. Comemoramos junto porque achamos que assim seria muito mais especial, e realmente foi. No início do vídeo aparecem algumas fotos com frases que contam um pouco da história da minha família: como conhecemos o Carlinhos, as mudanças que ele promoveu na nossa rotina, a alegria de ter um filho especial, as grandes conquistas pessoais que tivemos pelo privilégio de termos ele entre nós... depois a chegada do Leo, as novas mudanças promovidas pelo segundo filho, a realização de vê-los crescendo juntos, etc etc etc.
Assistindo esta parte DVD, o Leo começou a ‘tremer o beicinho’. Perguntei se ele estava chorando e ele, contrariado de ter sido flagrado, saiu correndo, se escondeu atrás do sofá e ficou espiando o restante do vídeo dali.
Passadas algumas horas, ele me perguntou se quando fosse adulto iria continuar chorando ou se não choraria mais quando visse a filmagem da festa. Então eu perguntei o porquê dele ter chorado, se sabia me explicar o motivo.
Com o queixinho tremendo mais uma vez ele me disse: É porque eu amo muito o meu irmão.
PUTA QUE PARIU! Aí sou eu que tenho que chorar.

- Papai do Céu, não tenho pressa, mas também não tenho mais medo. Sei que se minha hora for precoce, o Carlinhos ficará em boas mãos.

Amém!

terça-feira, 28 de maio de 2013

A importância do NÃO!

Dizer não é uma arte.
A arte de ser quem se quer ser e não o que os outros acham que devemos/precisamos ser.
É preciso muita auto-confiança e maturidade para saber que o julgamento dos outros é absolutamente irrelevante quando a nossa consciência está em paz.
No início é difícil dizer não. Dói, mexe com o nosso senso de "bondade"... Mas de que adianta ser bom aos olhos dos demais quando somos infelizes, quando nos sentimos usados, desvalorizados, desrespeitados...?
Com o tempo o "não" torna-se mais fácil, ele vai afastando os oportunistas, os folgados, os que acham que o mundo tem obrigações para com eles.
E é aí que mora a melhor parte do não: só fica por perto quem realmente gosta da gente, quem nos respeita, quem valoriza a nossa sinceridade. Pode até não concordar conosco, mas compreende que cada um é livre para viver de acordo com seus próprios valores e seus próprios critérios.
A vida é muito curta para perder tempo sendo o que os outros querem ao invez de ser quem realmente somos.

sábado, 13 de abril de 2013

A nova sala


Esta semana coloquei todos os "móveis" na rua. Expus tudo ao sol.
Com isto, consegui enxergar o que estava tomado pelos cupins.
Aparentemente eram bons móveis, estavam em bom estado e se eu não os tivesse removido talvez jamais saberia que estavam ocos por dentro.
A pintura ainda estava boa, externamente eram perfeitos, mas bastou um toque com mais pressão e... 'crash', lá se foi a fina casca que escondia o enorme vazio interior.
Aqueles que realmente eram bons, fortes e úteis voltaram para a sala de estar. Ganharam mais espaço, lustrei-os com um bom óleo de peroba e hoje brilham ainda mais. Agora há espaço para novos, que criteriosamente irei escolher para completarem a nova atmosfera que ganhou o ambiente.
Já os que não resistiram à ‘pressão’... destes me desfiz. Não lamento tê-los mantido comigo por tanto tempo. Guardo belos retratos que tirei com eles em dias felizes. Talvez, na época, fossem os melhores que eu poderia ter. Mas o tempo passou e, assim como eu, eles também mudaram.
Chamei um caminhão que arrecada donativos e entreguei-os um a um. O que pra mim é obsoleto, certamente para outros será de grande utilidade. Desejo que sejam bem cuidados, valorizados, recebidos com alegria em seus novos lares. Talvez um bom pesticida os revigore e os deixe melhores do que quando os mantive comigo.
Minha nova sala está diferente, sei que levarei um tempo até me acostumar com as novas disposições das peças. O hábito de abrir e fechar a mesma gaveta ainda faz com que em alguns momentos eu me direcione a um armário que não está mais aqui. Mas quando lembro que toda a vez que pegava algo que estava ali era preciso limpar, sinto-me aliviada em saber que não mais terei que afastar as ‘bolinhas’ que se acumulavam dentro dela. Passei muito tempo inutilmente removendo resíduos que se multiplicavam ‘magicamente’ todos os dias. Meu trabalho era patético, quase infantil. Mas era o que eu tinha que fazer. Nunca consegui fingir que não vejo a sujeira.
Tudo agora é mais limpo, mais belo, mais harmonioso.
Certamente não é perfeito.
Nunca será.
Mas assim, como ficou, é muito mais a minha cara.
Talvez algumas visitas não gostem, critiquem o novo estilo, o meu ‘estranho’ desapego a peças que me acompanharam durante tanto tempo.
Caso isto aconteça, sei que sobreviverei. Já fiz outras mudanças com a mesma finalidade e ainda estou aqui.
Afinal, a casa é minha, quem mora aqui sou eu e é a minha alma que ela deve refletir.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Incorrigível Amor


Fazer o que se eu amo com a razão?
Razão que só o coração sabe explicar.

Não amo os belos, os perfeitos, os razoáveis, os óbvios...
Amo os carentes, os indefesos, os difíceis, os esquecidos, os abandonados.

Não amo os que querem,
Amo apenas os que precisam ser amados.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Obrigada por ler!


Não! Eu não gosto da dor. Não gosto de sentir dor e também não gosto de ver ninguém sofrendo por causa dela.
Eu só me mantenho perto da dor para não esquecer que cara ela tem.
Muitos talvez não entendam (e com razão) ou não percebam porque estou sempre a escrever sobre as questões que envolvem a inquietação humana. Em meus textos sempre proponho auto-análise, reflexão, e (quando necessário) mudança – principalmente interior, o que acaba refletindo exteriormente e modificando um pouco de toda a realidade a nossa volta.
Pelo perfil que adotei no meu face (assim como em minha vida real, e isto inclui todos os meus relacionamentos – profissionais, familiares, sociais...) já despertei as mais variadas reações naqueles que me lêem ou que me ouvem.
Alguns me elogiam, outros me contestam, me questionam, confrontam as minhas “teorias” com outras existentes e, às vezes, alguém até me agradece ou me exclui (virtual ou pessoalmente) por ter lido ou ouvido algum dos meus manifestos.
Nem sempre pra mim é fácil lidar com estas reações. Mas eu, assim como qualquer outra pessoa, preciso arcar com o preço de ser quem decidi ser. E pagarei este preço enquanto me for conveniente ou achá-lo razoável em relação aos benefícios que obtenho em também ser quem sou. Como diz Caetano: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.
Mas voltando às inquietações, aos limites e às angústias sobre as quais estou sempre a abordar, o que precisa ser registrado é que antes de “aconselhar” os outros, tudo o que digo/escrevo diz respeito a mim. Sim! A mim e a todas as minhas inquietações.
Gosto de ler livros de psicologia, de auto-ajuda, de religião (sem restrição a nenhuma) e, com isto aprendo muito. Mas o que retrato em meus textos não são as coisas que aprendo nos livros, e sim a minha própria trajetória, os medos, as frustrações, as decepções e as dores que já senti. Os livros só servem para mim como fonte de compreensão, mas nunca de vivência. E é somente através da vivência que se pode experimentar, de fato, as sensações que a vida pode proporcionar.
Quando eu falo do vício e da dificuldade que alguém tenha em deixá-lo, estou falando da dificuldade que eu mesma tive em deixar o meu. Quando falo do congelamento da iniciativa do outro, estou falando do pânico que eu também senti em experimentar aquela sensação de impotência. Quando me refiro ao medo do enfrentamento da vida, estou falando do meu desespero em não saber o que fazer, como agir, o que pensar e, principalmente, de não saber como sair daquele estado de isolamento emocional que um dia experimentei. Quando falo da ignorância, estou falando da minha própria vergonha em não saber absolutamente nada sobre muitos assuntos que foram discutidos por outras pessoas na minha presença e do quanto isto me colocava numa posição de inferioridade em relação aos “entendidos”. Quando falo da covardia, estou falando de todas as vezes que me encolhi diante de situações que exigiam a minha reação.
Eu não escrevo baseada em histórias que li ou ouvi alguém contar. Eu escrevo com as minhas vísceras, com a minha “mochila” (e toda a sua bagagem) aberta, com a minha história e todo o meu coração. Eu não fico “opinando na vida alheia” do alto de um conhecimento acadêmico, comprovado pela ciência e pelos pesquisadores da fragilidade humana. Quando “sacudo” alguém com palavras, lembro exatamente da espetacular sensação de clareza que senti quando fui “sacudida” por alguém.
Meu tema principal, invariavelmente, sou eu mesma.
Passo adiante (a quem interessar possa) as coisas que aprendi, não com o intuito de “ensinar”, pois sei que isto é impossível. O conhecimento é um processo individual de construção e cada um precisa encontrar e desenvolver o seu. Eu digo o que digo que é pra eu mesma não esquecer. Não incorrer nos mesmos erros, não cair nas mesmas armadilhas, não fraquejar nas mesmas provações, não sucumbir no mesmo ponto do caminho.
Sou frágil, cheia de dúvidas, não sei um monte de coisas, sinto medo, me perco, caio, às vezes me machuco... Mas enquanto eu mantiver em movimento (dividindo) aquilo que já aprendi, não perderei o que já conquistei.
É daqui pra frente!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Seja bem-vindo!


Nunca vou entender os infelizes (ao menos aqueles que se declaram abertamente infelizes) que não procuram a solução de seus conflitos.
Não, não estou julgando. Quem sou eu para isso?
É apenas uma constatação.
Sei que é difícil livrar-se dos vícios, dos traumas, dos padrões de comportamentos que nos acompanham durante praticamente toda uma vida. E enquanto isto não incomoda ou não é percebido conscientemente até entendo que não haja esforço para livrar-se de tudo aquilo que nos aprisiona ao sofrimento. Mas e depois que “cai a ficha”?
Que motivação tão grande é esta que algumas pessoas têm de se auto-boicotarem, afastando-se de tudo aquilo que as faça sentirem-se bem, felizes, em paz... ?
Que falta de força é esta que alegam alguns para manterem-se reféns daquilo que os deprime, os humilha, os diminui perante eles mesmos?
Que falta de gratidão com a vida, desperdiçá-la assim, descaradamente, jogando a toalha antes mesmo do fim do primeiro assalto?
O que significa termos conhecimento da própria tragédia e não termos vontade de estancar o sangramento, cicatrizar a ferida e deixar que a chaga, hoje em carne viva, possa tornar-se apenas uma marca que nos ensinou a sermos melhores, mais fortes, menos vulneráveis?
Que ausência de coragem é esta que justifica a passagem de uma vida inteira sem o grande “dia da virada”?
De que adianta o sol nascer todos os dias se permanecemos trancafiados em um quarto escuro com medo da luz?
Querer sempre foi poder. Sempre será poder.
E o PODER está dentro de cada um de nós.
Dificuldades em encontrá-lo?
Olhe para dentro. Olhe ao redor. Olhe para quem está ao seu lado. Olhe para tudo o que precisa ser feito. Olhe para a frente, demita o medo do cargo da chefia e eleja a auto-confiança, a fé, o otimismo, a perseverança, o otimismo e a gratidão à vida como seus guias.
Abandone-se se necessário for.
Recomece do zero.
Faça tudo de novo. Mas faça!
A vida é o hoje. Ele é, de fato, a única coisa que nos pertence e sobre a qual temos o total domínio.

domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa!


Eu ontem pedi a Deus que me ajude a "fazer a páscoa".
Vivo em erupção mental. Não me conformo com a injustiça, não me acostumo com a violência urbana, com a falta de solidariedade, com a inércia dos governantes e (principalmente) do povo que assiste de braços cruzados à ruína social, o descaso com a saúde, com a infância, com a educação, com a destruição da natureza, com o consumismo desenfreado que nos afasta do “ser humano”.
Sei que já falei sobre tudo isto inúmeras vezes, mas infelizmente (ou felizmente) sei que jamais conseguirei ver com naturalidade ou indiferença a humanidade caminhar a passos largos rumo a autodestruição e o vazio existencial.
Então ontem, como de costume faço antes de dormir, orei e pedi a Deus que me mostre o caminho da ressurreição. Sei que ela começa em mim, em ti, em cada um de nós...
Mas o que pedi de verdade é que eu não seja o meu próprio fim. Que minha paz seja só o início para a paz mundial. Que a minha consciência seja o primeiro passo para a consciência coletiva. Que a alegria, a felicidade, a caridade, a dedicação e o amor que habitam em mim sejam terra fértil para que todos os que estiverem perdidos, sofrendo, morrendo, possam fixar suas raízes e multiplicar o bem.
Feliz Páscoa a todos e uma verdadeira ressurreição a todos nós!

sexta-feira, 15 de março de 2013

E era isso!


Frase da semana: “Mas, cara, a igreja É isto”.
Quem disse isso tem toda a razão. A igreja de hoje continua sendo o que sempre foi e o que sempre será: uma instituição política que utiliza a religião para alcançar seus próprios objetivos de poder, riqueza e dominação.
“Em nome de Deus” a igreja já escravizou; dizimou culturas; queimou vivos; aplicou castigos; condenou a mudança de comportamentos sociais baseados na racionalidade como os métodos contraceptivos e o divórcio; inferiorizou a mulher, rotulou, discriminou e demonizou minorias; excomungou “rebeldes”, se aliou politicamente e, assim, enriqueceu.
Está certo, algumas destas coisas a igreja nem faz mais... Será porque Deus, talvez, tenha mudado de idéia, refletido melhor e percebido o quanto estava errado em “mandar seus homens” cometerem atrocidades?
Reconheço que existem muitas pessoas do bem freqüentando a igreja e trabalhando por um mundo melhor. Mas elas não representam a igreja, não “apitam” nada! Fazem trabalhos humanitários porque são pessoas de boa índole, que REALMENTE trazem Deus no coração. A estas boas almas: toda a minha admiração!
Quanto à igreja, penso que já disse tudo. Não mais retornarei a este tema, pois qualquer coisa que eu pudesse dizer seria redundante e inútil.
Quanto a mim, sigo fazendo o que Jesus ensinou: amando a Deus (DEUS = VIDA) sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesma. Apenas isto! E já é um monte.

terça-feira, 12 de março de 2013

A "igreja" do Fhührer


Triste constatação: A "igreja" é um antro.
Perdoem-me os amigos verdadeiramente Cristãos, aos quais tenho enorme respeito e admiração. Mas um grupo de pessoas que se reúne para seguir um líder que dissemina ódio, preconceito e violência moral, não pode ser classificado como religioso.
Recentemente li uma biografia sobre o "Führer" (aos "crentes" ignorantes, leia-se "Hitler") e foi impossível não lembrar dele assistindo ao vídeo de uma “apresentação” de uma "autoridade religiosa" em relação à gays, negros, espíritas, umbandistas e até mesmo outros "crentes" que não pertencem à sua "facção". É um espetáculo digno de Hollywood, obviamente pertencente ao gênero trash.
Infelizmente consegui entender porque algumas "igrejas" têm atraído tantos novos fiéis nos últimos anos. Sim, pudera, ali é um local onde as pessoas encontram espaço para destilar e até orgulharem-se de seus ódios, recalques, preconceitos, misérias. Utilizam sua “fé” com o único propósito de elevarem-se diante de todo aquele que não compartilha de suas “crenças”. Alguns, pateticamente, demonstram “misericórdia” diante dos “não-convertidos”, outros, mais deslavadamente, assumem em tom de pseuda-superioridade que todo aquele que não pertence à sua igreja é, certamente, obra do diabo. E o pior de tudo: ELES LEVAM CRIANÇAS PARA ASSISTIR O “CULTO”!!! Aquilo deveria ser proibido para menores de 18 anos! A emissão de tanta carga negativa não é própria para quem está em plena formação da personalidade.
Na boa, aquilo só é páreo para as encenações de Hitler, que em nome da pureza da raça e da cultura alemã, tornou-se o símbolo da própria encarnação do rabudo (pra quem realmente acredita que ele existe).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Utilidade Pública - DROGAS


  1. Com vistas à prevenção das drogas durante a adolescência do meu pequeno, tenho buscado informações a respeito deste universo. Atualmente estou lendo "Juventude & Drogas: Anjos Caídos" - Içami Tiba. Como esta leitura tem sido bastante proveitosa, dividirei um pouquinho do que estou aprendendo com vocês. Pra tornar a leitura dinâmica, vou deter-me no que achar mais relevante em cada tópico.
    Tema de hoje: NICOTINA
    “É o mais notório componente do cigarro responsável pela dependência. Estimula o Sistema Nervoso Central para obter prazer, aumentar a vivacidade e a performance nas tarefas, reduzir a ansiedade e o apetite. Ela age em neurorreceptores específicos do Circuito de Recompensa, aumentando a dopamina e reforçando o próprio consumo. O desejo de fumar surge quando a taxa de nicotina cai ou diante de hábitos associados ao cigarro, como tomar café, participar de uma festa, realizar uma tarefa difícil. (...) O pulmão é o maior prejudicado. Os cílios das vias aéreas perdem a capacidade de se movimentar e há um enfraquecimento dos glóbulos brancos, o que favorece a incidência de infecções dos brônquios e acúmulo de catarro. Isto explica a tosse persistente. (...) Fumar aumenta os níveis de gorduras no sangue, sobretudo do mau colesterol (culpado pela arteriosclerose – endurecimento das artérias pela formação de placas de gordura no seu interior). O monóxido de carbono fixa-se nos glóbulos vermelhos do sangue, diminuindo sua capacidade de levar oxigênio aos tecidos. Em função disso, a medula recebe a ordem de produzir mais hemácias, mas não adianta, pois sua capacidade é sempre reduzida e isto só serve para que o sangue engrosse.
    A associação dos dois fatores (placas de gordura mais sangue grosso) e o aumento da pressão arterial (também provocada pela nicotina) torna quase impossível escapar dos acidentes vasculares, causados pela interrupção do fluxo sanguíneo para órgãos vitais como cérebro (derrame) ou coração (infarto).”
    Deixo registrado aqui que visitei o universo das drogas na minha adolescência. Não cheguei a ser usuária frequente, mas usei maconha e lança-perfume. Usei cigarro por 10 anos e abusei do álcool incontáveis vezes. Sempre soube que as drogas prejudicavam o organismo, mas esta (restrita) informação não é suficiente para afastar-nos da enorme curiosidade que na adolescência temos em relação às drogas. Talvez, na época, se eu tivesse mais conhecimento a respeito das drogas (e isto inclui álcool e cigarro), tivesse me mantido realmente distante de todos estes riscos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vivendo, Ensinando e Aprendendo

  1. Nada mais é a vida do que uma gigantesca oportunidade de aprendizado e ensinamento.
    Quem não aprende, desperdiça.
    Quem não ensina, limita o meio, negando ao outro a oportunidade que alguém generosamente lhe concedeu.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lei Seca: BOA!

Meus parabéns e total aprovação a APLICAÇÃO da nova lei seca "Tolerância Zero"!
Na quinta-feira, o Robson voltando de uma viagem a Santa Cruz do Sul à trabalho, foi parado numa enorme barreira de fiscalização aqui em Cachoeirinha por volta de meia-noite. No "circo", havia polícia, EPTC, médico e psicólogo. A fila para chegar à barreira era enorme, ele ficou parado uma hora e meia até ser liberado. O carro, totalmente revistado. Teve que dizer de onde veio e para onde estava indo, fazer o teste do bafômetro e (como não acusou consumo de álcool) posteriormente liberado.
Segundo ele, vários carros estavam sendo guinchados e os motoristas sendo conduzidos até a delegacia. Inclusive duas meninas muito jovens, cada uma em um carro bem novo, estavam aguardando para serem levadas.
Lei tem que ser pra TODOS e não basta estar no papel. Precisa estar nas ruas, atuando ativamente e fazendo diferença na vida da sociedade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Difícil Adeus


Um bom amigo é como um presente de Deus. Dentre tantas pessoas com as quais convivemos, encontrar uma que nos seja especial é, de fato, um verdadeiro achado.
Amizade não se constrói só de afinidades, boas risadas ou eventuais confidências. Ela precisa necessariamente da passagem do tempo, das mudanças de fase da vida, da nova cor do cabelo, do novo comprimento da saia... Só sabemos que encontramos um grande amigo, muito tempo depois de ele estar em nossa vida. É quando olhamos pra trás e percebemos o quanto mudamos, o quanto ele também mudou e, ainda assim, continuamos encontrando motivos para nos mantermos ligados, que finalmente percebemos a dimensão da sua importância.
Grandes amigos são como pedaços de nós. Eles nos complementam, ajudam a descobrir quem somos, nos fazem falta quando se afastam e nos permitem sentir plenos quando se aproximam. Sensações que só a extrema cumplicidade pode nos proporcionar.
E cumplicidade nada tem a ver com concordância eterna. Ao contrário. Às vezes, é justamente a descoberta de um novo ponto de vista o que nos enriquece. É na perspectiva do amigo que encontramos resposta para muitos de nossos questionamentos. Só amigos de verdade discordam sem brigar, contrapõem idéias sem ofender, compreendem nossa paisagem, mas também são capazes de nos oferecer outro horizonte, completamente inesperado. E foi de muitas afinidades e valiosas diferenças que compreendi que grande amiga é a Aninha.
Poderia atribuir o carinho que tenho por ela à forma com que sempre tratou o meu filho Carlinhos. Antes mesmo de ele ser adotado, enquanto ainda só era nosso afilhado, a Ana nunca economizou afeto e atenção com meu pequeno nas ocasiões em que ela o encontrava na minha casa. Depois que me tornei mãe de uma criança com paralisia cerebral, aprendi a valorizar os mínimos gestos de aproximação das pessoas em relação ao meu filho. Não que eu me ressinta com que não tenha esta iniciativa, mas ver alguém se aproximar dele com naturalidade e sem receio enche mesmo o meu coração de alegria. Mas apesar da importância que isto sempre teve pra mim, a gratidão que hoje tenho pela Ana vai muito além do vínculo que ela tem com o Carlinhos.
Nos primeiros anos, nossos encontros não eram muito frequentes, na verdade nos conhecemos porque nossos maridos já eram amigos. Mas a sua companhia sempre me pareceu muito agradável. Pessoa educada e de trato comedido, a Ana sempre contrastou com meu jeito mais “largado” de ser. Apesar de termos muitas coisas em comum, lidávamos com os dilemas do dia-a-dia de forma muito diferente.
Foi em meados de 2010 que a Ana se tornou a fisioterapeuta do Carlinhos. A princípio seria apenas um atendimento pós-cirúrgico, mas depois de constatarmos a enorme necessidade que ele tinha de fisioterapia contínua, acabamos contratando definitivamente os seus serviços. E foi então que decidimos abraçar a possibilidade de nos tornarmos amigas.
Enquanto o Carlinhos fazia fisioterapia, eu e a Ana fazíamos... terapia.
Conversávamos sobre tudo, as mais variadas pautas. Desde os pequenos acontecimentos domésticos até a filosofia sobre as grandes questões da humanidade. Da criação dos filhos ao gênio terrível dos maridos (e como rendeu este assunto – kkk...). De receitas culinárias às expectativas para o futuro. Dos traumas de infância à carreira profissional. Conviver com a Ana era como escrever um diário. Relatei minhas histórias e conheci as dela com a mesma riqueza de detalhes. Contamos das nossas forças e fraquezas, das dúvidas e das certezas, das esperanças e decepções, da alegria e da tristeza e de tudo mais que a vida nos traz.
É... a Ana soube conquistar o seu espaço.
Hoje, sinto-me triste e feliz. A Ana mudou-se para Santa Catarina, decidiu no final do ano passado que não queria mais viver em Gravataí. Nasceu e se criou nesta cidade, que hoje é pequena pra ela. A casa mal localizada, o trânsito diário e infernal da via crucis Cachoeirinha/Porto Alegre, a ausência de natureza, a violência urbana e seus próprios conflitos interiores (tão comuns na nossa idade) levaram a Ana pra longe. Longe de nós, mas em busca dela mesma, da sua felicidade, de mais qualidade de vida, de menos corre-corre e estresse. Minha amiga sonha grande e sabe que tudo é uma questão de “fazer acontecer”.
Estou feliz por ela e triste por mim, pelo Carlinhos, pelas minhas manhãs, que agora estão em silêncio...
Mas ao mesmo tempo também me sinto feliz. Sinto-me orgulhosa da sua atitude, da sua coragem e da sua sede de vida, de alegria e realização. Tenho profunda admiração por aqueles que rasgam a cortina da hipocrisia, da mediocridade, do horizonte cinzento e partem de peito aberto em busca de um novo rumo.
Logo a Ana, que sempre me pareceu tão indefesa, tão frágil e “bem comportada”... Nunca imaginei que aquela moça tão pacienciosa, discreta e reservada fosse capaz de um passo tão ousado quanto este. Pra mim a ficha só caiu quando, nos últimos dias de atendimento, a Ana trouxe a nova fisioterapeuta que irá dar continuidade ao seu trabalho com o Carlinhos. Fiquei grata pela sua preocupação em encaminhar o meu filho para alguém de sua confiança, mas no fundo não queria que aquela moça tivesse chegado. Ela representava o fim de um ciclo, o rompimento de uma convivência tão agradável e que eu não gostaria que terminasse. Ainda assim, desejei boas-vindas. Quem sabe esta nova presença não me reserva mais uma grande amizade?
Quanto à Ana..., o que se pode dizer de uma amiga tão querida e leal?
“Aninha, desejo a você toda a felicidade deste mundo.
Desejo que encontres tudo aquilo que procuras,
Desejo que esta nova etapa da tua vida seja repleta de realizações,
De alegria,
De paz,
De amor e de harmonia.
Desejo que sejas muito, muito, muuuuito feliz.
Obrigada, por tudo!”

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Fatalidade" em Santa Maria


Daí eu fico aqui pensando: “Porque será que a gente finge que se escandaliza quando se depara com a total falta de responsabilidade nacional (PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO BRASIL) no momento em que uma tragédia dessa acontece? Ou será que a gente se escandaliza mesmo?”

O que aconteceu na madrugada de sábado pra domingo na danceteria de Santa Maria poderia ter acontecido em qualquer lugar do Brasil. Quantos locais com as mesmas características que aquele, todos nós já freqüentamos? Eu, na adolescência, vários. Obviamente nunca percebi a total falta de estrutura em casos de emergência, como num incêndio, por exemplo.

Querer achar um culpado agora é fácil, cômodo e conveniente para a imprensa, o governo e os familiares. Precisamos ter a sensação de que o infeliz evento não ficou impune, algo foi feito, alguém pagou pela “fatalidade”.

Mas e quanto à falta de fiscalização do local? E quanto ao fato de o alvará estar vencido desde meados do ano anterior e AINDA estar em funcionamento? O alvará não foi renovado porquê? Havia irregularidades no local ou o proprietário simplesmente não solicitou a renovação do documento? Se o local não atendia as exigências e, por isso, não obteve o documento atualizado, porque continuava com as portas abertas? Se não foi solicitado o outro documento porque a prefeitura (ao saber que o alvará estava vencido) não dirigiu-se até o local a fim de verificar o motivo pelo qual o proprietário não o havia feito?

Não estamos falando de um estabelecimento clandestino, a festa que ocorreu lá mobilizou toda a cidade, NINGUÉM da prefeitura percebeu que o local estava com documentação vencida? Pra que servem os órgãos de fiscalização, afinal? Alguém pode me explicar? E a banda que se apresentou, tinha autorização para fazer aquele tipo de espetáculo? Seguia as regras de segurança que todo o show pirotécnico deve ter?

Porque quando a Dilma e o Tarso estiveram no local as pessoas não se manifestaram em relação à TOTAL INCOMPETÊNCIA DO SISTEMA que permite que casos assim aconteçam? Ou o caso da danceteria é mais grave do que os pacientes que morrem nas filas do SUS esperando por atendimento médico? Do que as gestantes que parem no corredor de hospitais esperando vaga na maternidade? Ou que os incontáveis brasileiros que morrem anualmente vítimas da violência? Ou do que as crianças que têm a infância perdida para o imundo universo das drogas?

Não, meus amigos, eu não estou procurando culpados. Eu estou procurando respostas. Estou tentando entender porque um amontoado de corpos nos comove tanto se sabemos que o número de mortos é muito maior e por motivos que recaem sempre sobre os mesmo IRRESPONSÁVEIS que simplesmente não cumprem com o seu dever.

Eu quero entender porque não conseguimos dar nome aos bois ao invés de querer apontar apenas um e entregá-lo às piranhas? Eu quero entender porque nos conformamos com a ineficiência de TODOS os órgãos públicos. Porque nos unimos em força espiritual e não conseguimos fazê-lo como uma nação? Porque nos comportamos como baratas tontas que se debatem e não conseguem fazer nada de objetivo a fim de sair do caos em que nos encontramos?

Eu não quero culpados. Eu só queria respostas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vergonha de ser gaúcha!


VERGONHA de ser gaúcha: O RS é o estado mais racista do Brasil.

Só pra lembrar aos racistas (declarados ou enrustidos): a situação do negro no Brasil é conseqüência histórica, não tem nada a ver com falta de capacidade.

Pra quem não estudou por muitos anos ou não aproveitou as aulas de história que teve, um breve esclarecimento:

Os negros chegaram no Brasil como escravos, foram libertados em 1888 pela Lei Áurea. Na ocasião da libertação eles não foram contratados como empregados por seus antigos “donos”, mas sim entregues à própria sorte. Os donos de escravos preferiram contratar os imigrantes europeus para realizar os serviços que os escravos anteriormente faziam. Já que eram vistos como objetos (peças, mercadorias), não seriam “dignos” de serem assalariados pelo seu trabalho.

Na rua, o negro se virou como pôde. Sem estudo, sem qualificação para o trabalho (a não ser para aquele ao qual ninguém queria remunerar-lhe), sem casa, sem patrimônio, plano de saúde, sem oportunidades. (Legal, né? Mas a Áurea foi triiiii gente fina.)

Não estou elevando o negro e nem rebaixando o branco. Pelo contrário, estou dizendo que o que temos no presente é APENAS o desdobramento HISTÓRICO dos fatos ocorridos ao longo de séculos de descaso e de omissão do estado.

Eu, particularmente, não sou a favor de medidas protecionistas (como as cotas na universidade), embora reconheça a sua intenção. O que defendo mesmo são serviços públicos de qualidade onde o negro, assim como o branco, que dependa do estado para ter acesso à educação básica e saúde, por exemplo, receba TODAS as oportunidades que qualquer cidadão brasileiro tem direito. Afinal, com tudo o que pagamos em impostos... (já disse isto ontem).

Pois bem, meus amigos, dito isto, tire suas próprias conclusões acerca do preconceito de achar que o negro exerce trabalhos subalternos por não ter capacidade para mais do que isto.

O PRECONCEITO TEM  RAÍZES NA IGNORÂNCIA!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Foda-se tu!


Ontem no final da tarde levei o Leo pra brincar em uma pracinha aqui dentro do bairro onde moramos. Com as férias escolares, religiosamente todo o dia temos que inventar um passeio pelas redondezas a fim de que o guri não surte por não ter o que fazer e nem com quem brincar.

Fazia uns 15 minutos que estávamos por ali e chega um adolescente, aparentando uns 15 anos, perguntando se não tínhamos visto uma moto com dois caras. Como eu “grudo” o olho no Leo e nada me tira a atenção dele, não vi, mas uma outra mãe que estava perto de mim disse que sim, há pouco tinha passado uma moto com dois homens em cima.

O menino, muito aflito, começou a relatar que estava saindo de casa e os tais motoqueiros aproveitaram o momento em que o portão estava aberto para entrar na casa. Os dois estavam armados e pareciam bem agitados. Levaram poucas coisas, o que para eles teria valor e seria fácil de “vender” a outros marginais: Notebook, DVD, dinheiro e o boné do adolescente. (Até o boné. Chinelo é chinelo, não adianta discutir).

Ele já tinha ligado pra polícia, mas... teria que esperar uma viatura que estivesse próxima chegar até o local pra fazer uma ronda. (Como sempre a morosidade do sistema soa como um deboche frente à agilidade dos marginais).

Hoje pela manhã levei o Leo na natação, saí e cheguei toda cagada. Talvez a bola da vez seja eu hoje. Abri e fechei o portão feito uma doida quando chegou a fisioterapeuta do Carlinhos. Relatei a ela o fato ocorrido ontem e, assim, ela também saiu daqui contagiada pelo mesmo “clima de paz e amor” em que estou.

Mas daí eu fico aqui me perguntando: QUE PORRA É ESSA DE SOCIEDADE ORGANIZADA QUE A GENTE CRIOU???? Como conseguimos chegar no estágio de mumificação em que nos encontramos? Desde quando nos conformamos em conviver com o medo, os incontáveis cacoetes de “cuidados” que tomamos para evitar que sejamos assaltados? Em que exato momento dissemos pela primeira vez: “É... é assim mesmo que vai ser e a partir de agora só nos resta a conformidade, não há nada que possamos fazer para mudar”. Que merda de apatia é essa que nos paralisa, que nos congela e nos faz reféns do caos que é a nossa sociedade? Porque não nos aproveitamos do nosso sagrado direito ao protesto, à legítima cobrança dos serviços que pagamos com os altíssimos impostos que o governo arrecada? Porque não exercemos o direito de nos reunirmos e cobrarmos tudo aquilo que o estado tem OBRIGAÇÃO de nos garantir? Afinal, vivemos numa democracia. Quantos brasileiros morreram lutando pelo direito ao manifesto, à liberdade de expressão, ao fim da censura, ao sagrado direito que temos de GRITAR por justiça???

E justiça não inclui apenas colocar polícia na rua e bandido na cadeia. A justiça começa dentro da escola, com uma educação de qualidade para que o filho do pobre, do favelado, do vileiro, encontre na escola o ambiente que faça contraponto à dura realidade que ele traz de casa. E a responsabilidade não é só do professor, mas de toda uma estrutura que a ESCOLA precisa dispor ao aluno e não dispõe. Assistente social, psicólogo, psico-pedagogos (E não venha me dizer que isso tudo tem na CRAS porque a escola não encaminha os alunos para lá. Sei de muitos casos de “alunos-problema” que a direção da escola sugeriu aos pais que trocassem seus filhos de colégio, a fim de se livrar da bomba. Se a estrutura estivesse dentro da escola a realidade seria completamente diferente), educação em tempo integral, aumento do quadro de funcionários, pessoal capacitado para atender os portadores de necessidades especiais (isto sim seria inclusão, e não esse “goela-abaixo” que o governo empurrou pra dentro das escolas pra fazer média com quem não entende nada de educação especial), redução do número de alunos por sala, atividades extra-curriculares, aulas de línguas (mas não aquela merda de aula de inglês ministrada uma vez por semana e que ensina por anos a fio o verbo “To be”), aula de informática, laboratórios bem equipados, alimentação de qualidade o dia todo (café da manhã, lanche, almoço, lanche e janta), aulas de música, de teatro, esportes variados e por aí vai...

Tão achando muito? Pois eu não acho! Eu pago por isso. Eu pago ao governo um serviço de excelente qualidade e me contento com a migalha que ele me oferece. É um absurdo que julguemos justo os bilhões de reais que são desviados em obras públicas, em esquemas de fraude, em compras de produtos superfaturados, na contratação de empresas fantasma...

EU PROTESTO!!!! Eu quero pro filho do pobre tudo aquilo que a melhor escola particular proporciona para o filho do rico. Não porque eu “goste” de pobre, tampouco por querer fazer demagogia e agradar a massa. Eu exijo porque eu pago. Simplesmente porque EU PAGO por tudo isso!

A culpa dessa merda toda é minha, é tua, é do teu vizinho, do teu compadre. Porque somos nós os trouxas que permitimos ser assaltados DIARIAMENTE. Não (só) pelo marginal, mas pelo governo. A gente paga sorrindo, eles roubam sorrindo e o povo que se foda!

Só que o povo, meu amigo, é TU.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Casada


Pra se manter casada às vezes a gente tem que se fazer de surda, de louca, de boba, de fraca...
Em outros dias é preciso subir no salto, descer o morro, rodar a baiana.
Às vezes fingir de morta, às vezes pular como um gato.
Há dias de oscilar com a maré, outros de furar a onda.
Inspirar, expirar.
Pirar mesmo, surtar de vez.
Só ouvir, só ouvir...
Sair de cena, mudar o ato, o texto, o contexto.
Pular de galho em galho igual macaco.
Dominar a floresta, enxergar no escuro, perceber o temporal que se aproxima e procurar abrigo em lugar seguro.
Em outros dias é preciso enfrentar a chuva, ficar encharcada. Deixar escorrer o caldo preto de toda a sujeira acumulada.
Sacudir o pêlo, secar ao sol, deitar, dormir, sonhar...
Só não dá pra deixar de ser quem a gente é. De que vale o show se não existir um bom personagem? O grande artista é camaleônico, ele sempre sabe que “pele” vestir.
Mudar sempre. Sempre acharmos necessário.
Perder a essência... NUNCA!
Por nada, por ninguém.
20/01/2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A caridade é uma árvore que plantamos no pátio do vizinho.
Ela cresce, floresce e dá frutos.
O vento traz o perfume das flores para dentro da nossa casa e os melhores frutos sempre nascem do nosso lado do muro.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Faça o SEU certo!


Só existem duas maneiras de viver: a maneira certa e a maneira errada.

Claro que o certo/errado de um jamais será igual ao de outro. Por isso, o importante é que você seja coerente consigo mesmo, com seus próprios valores, crenças e aspirações.

Não perca tempo perseguindo o aplauso, a aprovação ou a admiração coletiva. Isto é impossível.

A única voz que realmente precisa ser considerada e atendida é a da sua própria consciência.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Se tentar me manipular, não vai prestar!


Odeio quando alguém tenta me obrigar a fazer alguma coisa.

Obrigar não no sentido de me pegar pelo braço e me forçar a fazer algo, tampouco me chantagear ou ameaçar de alguma forma a fim de atingir o seu objetivo. Refiro-me àquela “obrigação” que algumas pessoas simplesmente acham que os outros têm de fazer o que elas querem e ponto final. Àquele tom de autoridade que alguém usa quando vem pedir alguma coisa e deixa subentendido que uma resposta negativa seria interpretada como um desaforo ou que eu simplesmente não tenho o direito de me negar a fazer o que me está sendo solicitado.

Odeio que tentem me manipular. Pior ainda quando os argumentos para me convencer sejam apelos sentimentalóides como o da obrigação moral.

Odeio quando alguém tenta me provar que pelo fato de eu ter algo que outra pessoa não tem, isto gera em mim a obrigação de dividir com ela o que eu conquistei com o MEU ESFORÇO.

Não sou uma pessoa mesquinha, egoísta ou indiferente aos outros. Mas não admito que NINGUÉM venha me dizer o que fazer. Não tenho obrigação de NADA. Minha única obrigação é com meus pais, meus filhos e meu marido. De resto, faço porque quero, porque não me custa, porque me alegra levar felicidade a quem EU TENHO VONTADE de ajudar. Mas isto não é e nem nunca foi minha obrigação.

Não é porque em algum momento ajudei alguém que tenho que sair por aí ajudando o mundo inteiro. E ninguém pode me diminuir por isso. Tenho meus próprios critérios de julgamento e não admito que eles sejam questionados. Se alguém me achar ruim por isto, que faça melhor que eu.

Aliás, quem realmente quer ajudar o próximo, sugiro que o faça PESSOALMENTE ao invés de ficar “angariando voluntários”.

Quem manda, melhor faz!