quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Só o Amor

De que vale o amor, se não para nos libertar?
Só o amor pode nos livrar do ódio, do ressentimento, da mesquinhez, da inveja, do rancor...
Só o amor pode nos dar coragem para encarar o limite e ter a ousadia de duvidar da sua intransponibilidade.
Ele é a única chave capaz de abrir as portas do coração e nos fazer verdadeiramente livres de todos os males.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O consentimento e a consciência


Nem tudo o que é consentido é consciente.

            Consentir significa concordar com algo que já exista pré-determinadamente de alguma forma, embora não necessariamente concordemos que seja a melhor.

            Ter consciência significa propor a nossa alternativa de atitude. Talvez até concordar que a melhor realmente seja a que já exista, porém sem desprezar as demais, analisando todas as possibilidades. E o mais importante, não agir mecanicamente diante da vida, mas por alguma razão que para nós seja realmente importante e coerente.

 

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aprendi a acreditar em milagre.
Como?
Fazendo a minha parte.
O resto conspira naturalmente a meu favor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

E o peixe, ein?


Não posso pescar. Isto é contra a minha crença.
Não posso aprender a pescar. Isto não seria coerente com minha filosofia de vida.
Não posso te ajudar a pescar. Se eu fizesse isto, entraria em contradição com meus princípios.
Não posso nem pensar em pescar. Minha moral me acusaria de grave traição a meu conjunto de valores.
Mas mudando de assunto, divide comigo esse teu peixinho aí?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Direito Concedido

Pois bem, acabo de constatar que não sou tão tolerante quanto sempre imaginei que fosse.
Não tolero egoísmo, arrogância, burrice (não estou falando de ingorância, é burrice mesmo, aquele lugar confortável que alguns gostam de ocupar propositalmente para justificarem suas limitações, frustrações, contradições, alienações...), ingratidão, deboche, má vontade (em relação à vida em geral), desrespeito, coitadismo.
Creio que sob alguns aspectos, tenha chegado ao meu limite. Me reservo o direito de não conviver com pessoas negativas. É difícil abrir mão, já que nenhum de nós é 100% defeito (assim como ninguém é só qualidade), mas vejo o afastamento como uma questão de auto preservação.
Não deixo de amar, apenas de sofrer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A opção do sofrimento


            Um dos maiores lucros que a maturidade pode nos trazer é a compreensão de que o sofrimento, na maior parte das vezes, é apenas uma questão de opção. Somente as experimentações da vida poderão nos proporcionar este entendimento.
            Ao analisarmos um contexto de sofrimento, podemos observar que, em grande parte, os sofrimentos são produtos de nossas próprias escolhas. Todos sabemos que é preciso fazer escolhas o tempo todo e a falta de uma reflexão mais profunda acerca destas escolhas, comumente nos acarreta sofrimentos futuros. Ora, se a causa foram nossas opções equivocadas, caberá somente a nós o reverso da situação em que nos encontramos. Seja através de novos critérios de escolha ou na formulação de uma nova postura diante do contexto em que nos colocamos.
            Ademais, os sofrimentos que nos escapam das mãos, ou seja, aqueles que nos são impostos independente da nossa vontade ou das nossas escolhas, podemos ainda e em qualquer tempo, ao menos procurar a minimização do impacto através da aceitação. E analisemos que aceitação não significa concordância.
Um percentual enorme do sofrimento deve-se ao fato de negarmos a realidade. Enquanto fazemos isto, nos privamos da possibilidade de enxergar com clareza aquilo que nos incomoda e, posteriormente a isto, definirmos qual será a nossa atitude a respeito. Somente uma conscientização da realidade nos trará a tranqüilidade necessária para visualizarmos nossas possibilidades de ação ou reação. Ao nos debatemos na tentativa de mascararmos os fatos, eles tendem a se agravar progressivamente com o passar do tempo.
            A aceitação está diretamente ligada à opção de enfrentarmos a realidade tal como ela se apresenta e, diante desta constatação da realidade, caberá somente a nós a definição do peso que atribuiremos a este fato em relação aos demais que nos cercam. Não proponho a indiferença, mas uma atribuição de valores coerente e que nos cause menos dor. Pois enquanto passamos por uma determinada dificuldade, paralelamente a isto sempre existem motivos de alegria e leveza que jamais devemos desprezar, pois são eles que nos proporcionarão o equilíbrio necessário para não sucumbirmos diante daquilo que nos desagrada.
Normalmente a potencialização do sofrimento deve-se à supervalorização do seu fator causador. E o desespero nos cega em relação às coisas boas que invariavelmente também nos circundam. Tudo está dentro de nós, basta que busquemos as ferramentas certas e mantenhamos a serenidade. Caminharmos em companhia das sombras ou da luz é uma opção que cabe exclusivamente a cada um de nós.

sábado, 20 de outubro de 2012

O preço da consciência


Quem não luta pela liberdade não merece ser livre.

Não me refiro à liberdade de ir e vir.

Refiro-me à liberdade de pensamento. Aquela que só conquistamos quando deixamos de usufruir da massa encefálica de outros para exercitarmos a nossa.

Isto requer o abandono de velhos paradigmas, questionamento de raízes profundas, derrubada de preconceitos, busca de novas respostas, o lançamento de luzes novas em velhos palcos. E não existe fórmula mágica. Pesquisa, reflexão, dedicação e alguns rompimentos são imprescindíveis.

Dá mesmo trabalho ser livre.

Não há conforto na liberdade.

Há lágrimas, descobertas, constatações, sorrisos, alegrias, tristezas, decepções, surpresas...

É o “impagável” preço da consciência.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

'Feliz' Dia do Professor!


No último dia 15, Dia dos Professores, não me manifestei em relação à comemoração da data por diversos motivos. Não que em minha memória não residam excelentes professores, seres humanos admiráveis mesmo, pessoas que me influenciaram positivamente e me ensinaram coisas que jamais esquecerei.

Mas hoje, aos 35 anos de idade, entendo a educação de uma maneira muito diferente da que pensava na época em que passei pelos bancos escolares. Nada como o distanciamento, após a vivência da experiência prática, para termos uma visão mais abrangente dos fatos.

Mas voltando á minha ‘não manifestação’ do dia 15... bem, não mandei aquele “Feliz dia dos Professores” generalizado (e olha que tenho muitos amigos professores, também aqui no face), assim como não desejei um “Feliz dia das Mães”, ou “Feliz qualquer outro dia” nas demais datas ‘comemorativas’ do ano, pelo simples fato de que nem todos os que figuram, realmente são.

Claro que tenho consciência da importância do professor na vida de todos nós (mesmo daquele professor medíocre que se limita a bater o cartão e enfiar goela abaixo dos alunos os conteúdos obrigatórios do currículo). Mas não era da profissão que gostaria de falar, afinal o nome do ‘evento’ é dia do PROFESSOR e não ‘dia da educação’, ‘dia da escola’, ‘dia do magistério’, e quero falar exatamente do motivo do feriado: o professor.

Há muitos anos que vejo a categoria, de uma forma geral, com certo cansaço. Não um cansaço que arremeta a desprezo ou desvalorização, refiro-me a um cansaço de ouvir sempre o mesmo discurso: o do coitadismo.

A educação no Brasil, como todos os demais serviços públicos prestados pelo governo, em grande parte tem o estado como seu grande ‘patrão’. E sabemos que o estado não costuma ser um bom patrão. Ele frequentemete descumpre (ou tenta descumprir) a lei no que diz respeito à remuneração, não proporciona o cenário ideal para o exercício da profissão, não premia os melhores profissionais, não incentiva a reciclagem e a atualização de seus ‘empregados’, não proporciona o número suficiente de trabalhadores para que a qualidade do trabalho seja considerada boa e não investe em pesquisa para que o setor possa evoluir e aprimorar os seus serviços. Mas vejam que esta realidade não é privilégio do magistério. Esta constatação se estende aos médicos, aos policiais, aos agentes de saúde, aos garis, aos bancários, aos funcionários do INSS, do DETRAN, da EPTC, da CARRIS...

Todos nós sabemos que está tudo errado mesmo. Sabemos que a realidade dos funcionários públicos concursados precisa de uma ampla reforma, que há muito a ser feito para que a população receba serviços de boa qualidade. Mas o movimento de reivindicação dos professores adquiriu uma imagem de sofrimento pessoal. Minha mãe é professora (hoje aposentada pelo estado), participou de muitas greves, fez sinetaço em frente ao palácio do governo quando eu era criança, participava das reuniões do CPERGS, foi ativa mesmo em relação à luta da classe. E, na minha ótica, foi exatamente este caráter de ‘luta de classe’ que acabou afastando toda a sociedade do debate sobre a educação. A sagrada educação, que deveria ser assunto de interesse de todos.

Os professores nunca fizeram greve reivindicando reforma nas escolas, construção de mais unidades de ensino, contratação de mais professores, cursos de atualização e reciclagem para que pudessem acompanhar a evolução dos tempos, aquisição de tecnologia para o processo educativo, ampliação das bibliotecas, um espaço para a arte dentro de cada escola, melhoria da qualidade da merenda das crianças, entre tantas outras questões que abrangem a educação e vão muito além da figura do professor. A única motivação real das greves era o reajuste salarial. Óbvio que outras reivindicações acompanhavam esta exigência, mas o final ou a continuação da greve sempre esteve diretamente vinculado à negociação do percentual de reajuste.

Nós, enquanto sociedade, precisamos reivindicar muito mais do que a remuneração digna aos professores. Talvez, se a classe amarrasse a bandeira da causa própria (R$) à EDUCAÇÃO como processo ilimitado e interativo entre a escola e a comunidade, a família, a tecnologia, a política, a saúde, a segurança, a sexualidade, a problemática das drogas, da gravidez na adolescência, a sociologia, o aquecimento global, a reciclagem do lixo, a importância da atividade física (e aqui não estou falando da lamentável e sacal aula de educação física que avalia o desempenho dos alunos de acordo com a quantidade de voltas que ele consegue dar ao redor da praça em um determinado tempo), de uma alimentação saudável, da ideologia transmitida pelos desenhos animados, pela novela das nove, por programas como o Big Brother Brasil..., o êxito de suas reivindicações seria uma luta de todos e não apenas dos professores. Eles ganhariam o apoio de toda a sociedade e deixariam de ser apenas gotas em um oceano.

E por falar em gotas no oceano, registro aqui um fato que me fez acreditar que um dia, talvez, a educação, como todos os outros serviços públicos, poderá sim superar todos estes problemas e chegar ao patamar da excelência. Minha ex-colega do curso de magistério Gislaine Zambeli, que seguiu carreira na escola pública, dividiu conosco em seu facebook como foi o ‘feriado’ dela na última segunda-feira. Ela foi para a escola, comemorou com suas colegas o dia dedicado ao seu ofício (apesar de todas as dificuldades), debateram os projetos futuros da escola, organizaram idéias, definiram metas, TRABALHARAM!!!! Trabalharam não pelo salário, pelo cartão ponto, pelas férias de 2 meses no verão e mais os 15 dias do inverno, não pelo direito a assistência do IPE, pela licença prêmio, pela licença saúde, pela aposentadoria privilegiada que os professores têm, trabalharam porque AMAM o que fazem, porque têm consciência da sua importância para o mundo, porque se negam a ficar apenas lamentando e sabem da sua responsabilidade em relação às crianças, aos adolescentes, à construção de um Brasil que acreditam ser possível.

Parabéns, Gislaine!

Parabéns a direção da sua escola!

Parabéns a todos os professores QUE, assim como qualquer outro trabalhador, faz a diferença dentro da sua profissão!

 

17/10/12

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Auto-perdão


Nenhum outro perdão é tão importante quanto o seu em relação a seus próprios erros.

O arrependimento não pode ser um estado permanente. Ele precisa durar apenas o tempo necessário para que você encontre um modo de reparar seu erro.

Enquanto você não se perdoa, acaba inconscientemente cometendo outros erros em desdobramento do objeto inicial do seu remorso.

Quantas relações passam por esta enfermidade durante anos, às vezes, a vida toda?

Pais que erram na educação dos filhos, seja no peso da mão, na ausência afetiva, no excesso material (que pode ser tão prejudicial quanto a falta) ou mesmo em alguma omissão, quando caem em si não raro tentam “compensá-lo” permitindo abusos e, com isto, deteriorando ainda mais a relação.

Errar é humano, perdoar é divino, SE perdoar é vital.

O auto-perdão é a única saída para o recomeço. Ele é o primeiro passo a ser dado em direção à construção da própria dignidade.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Construindo o Amor Próprio


Ontem, conversando com uma prima acerca da desastrada trajetória de vida de algumas pessoas que conhecemos, chegamos a uma espantosa conclusão: está faltando Amor Próprio.

            Digo espantosa, ao menos para mim, porque basicamente o tal amor próprio, como objeto isolado de análise, nunca esteve no foco da minha atenção. O amor próprio sempre me pareceu algo tão elementar à natureza humana quanto o próprio instinto de preservação – aquele que nos matem longe dos perigos que obviamente colocam nossa vida em risco.

Mas se o amor próprio fosse algo tão naturalmente inerente à condição humana, como explicaríamos o uso abusivo de álcool, do tabaco, das drogas ilícitas, das relações afetivas que nos rebaixam a fantoches nas mãos daqueles que acreditamos ser “o grande amor da nossa vida”, a opção por dietas ricas em gordura e doce em detrimento de uma alimentação saudável, o crescente sedentarismo em todas as faixas etárias ou mesmo a acomodação a tantas situações das quais vivemos eternamente nos queixando e não encontramos maneira de colocar um ponto final (mesmo que caiba somente a nós que isto seja feito)?

            Vejo nestas atitudes uma falta de amor próprio tão grande que algumas delas praticamente colocam em cheque inclusive o chamado instinto de preservação.

            Nos exemplos que atingem diretamente a nossa integridade física como o uso de substâncias químicas ou hábitos de vida que sabidamente são prejudiciais à saúde isto é muito claro. Mas nos exemplos que atingem basicamente nossa saúde emocional a falta de amor próprio também está de fato presente. Primeiramente porque já está provado pela ciência que o estado emocional (angústia, pessimismo, tristeza, solidão, depressão, sentimento de culpa etc) fatalmente acaba atingindo a saúde física ao longo dos anos. Além disto, nossa busca “inconsciente” por situações que nos levarão obviamente a repetidas frustrações simplesmente terminam com nossa auto-estima. Neste exemplo cabem perfeitamente aqueles que “têm o dedo podre para relações amorosas”, ou seja, entram e saem de relacionamentos com critérios de seleção de parceiros completamente equivocados. Pessoas que “se apaixonam perdidamente” por parceiros que todos em volta estão vendo que não querem nenhum tipo de compromisso emocional com elas.

            Dentro do conjunto de elementos que traduzem o amor estão presentes: o cuidado, o carinho, a proteção, a preservação, a dedicação, a promoção do bem-estar, entre tantas formas que temos de exercer de forma plena e saudável este sagrado sentimento. E onde ficam estes fatores em relação a nós mesmos quando optamos por mergulhar em situações que nos levam ao contrário de tudo isto?

            Não vejo outra forma de interpretar estes indícios como pura falta de amor próprio. Mas em que momento nos abandonamos? Quem de nós consegue perceber o dia e a hora exatos em que abriu mão deste amor e avaliou que não valeria mais a pena ser amado por si mesmo? E a única resposta que consigo encontrar é a de que o amor próprio não pode ser sufocado, subtraído ou renegado. Uma vez que ele exista jamais haverá o risco de que ele venha a sucumbir diante das dificuldades do caminho. A grande questão é que o amor próprio precisa ser construído.

            Este exercício não pode ser externo ao ser humano, o amor por si mesmo é algo que cada um de nós precisa encontrar sozinho. Obviamente que o contexto familiar, durante a infância, é ingrediente primordial para este processo, mas não é ele o único responsável por este start. Precisamos, antes de qualquer coisa, de autoconhecimento para saber em que base será calçado este sentimento. Assim como em qualquer relação, o amor próprio necessita de admiração para manter o fôlego em dia, neste caso de auto-admiração. Depois de detectarmos nossas forças e qualidades estamos habilitados a determinar que objetivos iremos traçar. Sem autoconhecimento nunca saberemos do que somos capazes, que tipo de interesses nos despertam a atenção. Além disto, planos são combustível para o amor. Assim como nas relações amorosas onde um namoro muito longo comumente esvai-se sem nunca se tornar um casamento, se não temos projetos pessoais não estimulamos nossa existência em busca de realizações que nos tragam orgulho. Não me refiro aqui ao orgulho da sensação de superioridade, mas ao orgulho de alcançarmos uma meta, da sensação de dever cumprido. E assim que os objetivos iniciais forem alcançados, lancemo-nos aos próximos.

            Como nenhum de nós é só qualidade, também é importante termos ciência dos nossos defeitos e das nossas limitações. Não para petrificá-los ao longo da nossa existência, tornando-nos conformados com nossas fragilidades, mas para encará-los como desafios a serem superados também. Qualquer limite nosso, por mais que chegue ao nosso conhecimento pelas queixas de outra pessoa, proporciona os maiores prejuízos a nós mesmos invariavelmente. Esta postura certamente nos fará traçar uma curva ascendente em nossa trajetória de vida. Buscar realizar hoje aquilo que não nos foi possível fazer ontem.

            E finalmente, espiritualizar-se. Procurar um entendimento mais amplo para a nossa existência. Buscar um sentido maior à vida. Seja através de uma religião, de uma filosofia, de um conjunto de valores que nos pareçam coerentes e positivos ou desenvolver para si mesmo um conceito próprio que nos dê motivação para a concretização de um bom desempenho.

            Seja feliz!

            Ame-se!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Inútil Competição


O que me cansa não é a ignorância, mas a burrice.
Se eu estou tentando ensinar a uma pessoa algo que ela não sabe, não entendo por que me ver com arrogância. 
Não me julgo superior a ninguém. Se tento repassar o que aprendi, é porque um dia tive a humildade de reconhecer que não sabia, e coragem de admitir minha ignorância, em primeiro lugar diante de mim mesma, posteriormente diante de quem pudes
se me ensinar o que eu não sabia.
Não quero competir com ninguém em absolutamente NADA. Meu único adversário sou eu mesma, minhas angústias, minhas fragilidades... e sob este aspecto sou realmente egoísta, não passo a vez pra ninguém. 
Quer competir? Procure outro adversário. 
Nego-me a competir com quem quer que seja enquanto não vencer a mim mesma.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Salve Joaquim Barbosa!

Ministro Joaquim Barbosa, 
o fato de o senhor ser negro engrandece ainda mais a sua atitude. Venceu o preconceito, acreditou em si mesmo, enfrentou a hipocrisia da sociedade, certamente ainda hoje convive com um monte de gente racista que se obriga a respeitá-lo devido a sua posição, com certeza recebeu proposta de propina, de conchavo, de prostituição política e ideológica, entre tantas outras barbaridades que acontecem nos bastidores de um julgamento. 
O senhor é, certamente, muito maior do que podemos imaginá-lo.

Abaixo à opressão

Só aceite a opressão durante o tempo necessário para reunir as forças suficientes para acabar definitivamente com ela.
Nem um minuto a menos, sob pena de ter que recuar. 
Mas também nem um minuto a mais. Caso isto ocorra, você será o único responsável pelo seu próprio cárcere.

domingo, 7 de outubro de 2012

Lamentável Política


O problema da política não consiste nas ideologias partidárias. Estas, em grande parte são boas, trazem consigo solução para quase todos os problemas, propõem o equilíbrio e a igualdade dos indivíduos, ao menos em tese.

O problema são as pessoas, que quando chegam ao poder se corrompem. Esquecem suas bandeiras, trocam o social pelo pessoal, acomodam-se à sujeira da máquina do poder, moldam seu caráter de acordo com a conveniência do momento.

Simpatizo com o PDT, louvo sobremaneira sua proposta de salvação do Brasil através da educação, suas raízes Brizolistas. Mas sinceramente não consigo vibrar de alegria ao receber a notícia de que Fortunati governará durante mais 4 anos a minha querida Porto Alegre.

sábado, 6 de outubro de 2012

Verdadeira Sabedoria


Que o teu conhecimento sirva-te como meio de ampliação da tua consciência.

Não seja ele motivo para a tua vaidade.

Não te julgues, por isto, superior, concedendo-te o direito de voltar às costas aos ignorantes.

Saibas que, ao invés disto, ele aumenta a tua responsabilidade perante aqueles que ainda não sabem o mesmo que tu.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Acorda Povo!


Pois então, meus amigos.... pra quem assistiu ao debate na RBS TV entre os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre, realmente é sacal ficar ouvindo o Roberto Robaina repetir sempre as mesmas coisas: temos que acabar com a corrupção, os ladrões têm que ir pra cadeia, o prefeito deve sim se explicar em relação aos problemas detectados na sua gestão, os contratos de licitação estão mal explicados, bla bla blá. (E o pior de tudo é que o cara não fala em projetos)
Sim, ele é mais óbvio quanto o resultado de 1 + 1, de que adianta apresentar projetos se a torneira está aberta e não pára de desperdiçar nossa sagrada água (o dinheiro público)?
Este "cançaso" que alegamos ao ouvir repetidas vezes as denúncias de fraudes, roubos, desvios, má gestão, descaso com o nosso patrimônio, trocas de favores com os financiadores de campanha, prostituição entre os partidos, falta de caráter e ideologia política... nada mais é do que a nossa acomodação em relação a tudo isto. Não queremos saber de alguém que fale de problemas, queremos é alguém que diga que nos ama, que vai nos mandar flores no dia do aniversário de namoro, que somos lindos, que nos encante com suas promessas e nos mostre que a realidade é doce e tranqüila.
Acorda povo! 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Filhos ingratos?


            Poucas expressões causam-me tanta aversão quanto “filho ingrato”. E olha que não faltam exemplos deste “fenômeno” na memória da maioria das pessoas. Pois eu coloco em cheque a teoria de que filhos bem criados sejam capazes de se tornarem algozes de seus pais. Perdoem-me os psicólogos que defendem diferentes teorias sobre a formação da personalidade humana, mas na minha concepção, cada pai e cada mãe têm exatamente o filho que merece. Só corrijo minha afirmação para ressalvar os casos em que os filhos são muito melhores do que poderiam/deveriam ser, devido à criação que receberam. Do contrário, não existe injustiça, os pais recebem dos filhos o que um dia ofereceram a ele.

            Bem, agora você deve estar pensando: “eu conheço casos em que os filhos tiveram tudo e não valorizaram nada” – e com certeza você está correto em pensar assim. Mas de que consistia este “tudo” que os pais proporcionaram aos filhos? Brinquedos caros, roupas de marca, tênis importados, escolas particulares, viagens de férias à Disney...? E quem o ensinou o verdadeiro valor das coisas materiais? E os demais valores? E o afeto? E os limites? Quem se preocupou em transmiti-los? – Talvez você pense ainda: “os pais não deram (coisas materiais) porque não podiam, trabalhavam duro para levar comida pra mesa enquanto os filhos, ingratos, nunca aceitaram a condição financeira da família, voltando-se contra os pais” – Mas aí eu questiono: E durante o tempo que estiveram presentes, será que houve espaço para um carinho, para uma boa olhada no caderno da escola, para contar-lhe sobre o seu dia, para um “eu te amo”? – Ainda tentando me rebater você esteja pensando “conheço filhos que eram tudo para os pais, que foram cobertos de mimos, tiveram todos os seus desejos atendidos, os pais sempre providenciaram prontamente tudo de que eles sempre precisaram, deixavam de comprar coisas pra eles pra poder dar mais para os filhos” – E então eu pergunto: Será que estes pais em algum momento mostraram o seu próprio valor? Ou será que este filho foi criado achando que era superior ao pai já que a vez era sempre dele e nunca a do pai ou da mãe? Será que este filho aprendeu a lidar com o “não”, já que para ele a resposta sempre foi “sim”? E quando os pais não puderam atender ao desejo deste filho será que conseguiram argumentar com ele e fazê-lo compreender que nem tudo é possível ou será que se limitaram a amargar a impotência de não poder atendê-lo?

           Os filhos são excelentes aprendizes e eles assimilam absolutamente tudo o que os pais lhes transmitem. Os discursos, as práticas, o tom da voz, a atenção ou a indiferença. Tudo é absorvido, mesmo que isto não seja declarado. Os filhos, pela ordem cronológica, não podem ser responsabilizados pelos pais que têm. Porém os filhos, estes sim são de responsabilidade dos pais. Eles os colocam no mundo, criam, sustentam, orientam, ensinam as regras do jogo... são os primeiros e mais importantes exemplos na vida de uma criança.

            Antes de compreender estas coisas já critiquei muita gente, tachando como “filho ingrato”. Hoje, toda a vez que escuto alguém usar esta expressão, pergunto como foi a infância desta pessoa. Invariavelmente resposta está sempre lá.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Poder do Perdão


Tenho ouvido e lido em diversos veículos de comunicação, da boca de religiosos de diversas crenças, em livros de psicologia e auto-ajuda argumentos louváveis sobre o valor do perdão. Da dificílima arte de perdoar aqueles que nos magoam, nos ofendem, nos destratam, nos minimizam, nos enganam, nos traem de alguma forma... Confesso aqui que considero pessoalmente este o maior desafio do meu aprendizado. Sempre fui péssima de perdão, mas de tanto analisar os inúmeros benefícios que podemos obter em perdoar alguém, acabei vendo que não é tão difícil quanto eu imaginava. E que eu sou a maior beneficiada quando consigo perdoar alguém. Hoje divido com vocês algumas coisas que consegui aprender sobre esta superação.

Um aspecto muito relevante que consegui compreender é que não precisamos que alguém nos peça perdão para que perdoemos um mal causado. O perdão está acima da atitude do outro. Se fosse diferente, bastaria um pedido de desculpas para que tudo estivesse resolvido. E nós sabemos que não é bem assim que as coisas funcionam.

Perdoar é abrirmos mão de continuar sofrendo por algo que aconteceu conosco em algum determinado momento. Sempre é uma escolha nossa, nunca do outro. A escolha do outro foi ter-nos desapontado, a nossa é quanto tempo vamos cultivar a ferida que isto nos causou.

Existem pessoas que carregam com orgulho feridas abertas durante uma vida toda. Impedindo sua cicatrização, mesmo que a vida lhe proporcione emoções muito mais saudáveis e leves, elas continuam cultuando a energia negativa recebida de outra pessoa. Ostentam sua dor como um troféu, negando-se a abandonar o peso do rancor ou da sede de vingança. Pensam que assim estão punindo, ao menos energeticamente, que as feriu.

Vale lembrar que normalmente a ferida só importa para quem a carrega, e não para quem a causou. Pensamos que alimentar um ódio exposto no coração irá de alguma forma penalizar quem o causou. Ledo engano, lamento informar que quem magoou está pouco se lixando para o sofrimento causado. Não raro, ele só atinge as pessoas a quem amamos. Estas sim, ao assistir nossa agonia, tentam de todas as formas auxiliar-nos na superação do trauma, na libertação do coração. E acabam sendo as mais prejudicadas com nossa postura, além de nós mesmo, é claro.

Existe ainda um outro aspecto extremamente importante acerca do perdão que é o de retirarmos de uma espécie de altar aquela pessoa que acreditamos não ter nenhuma importância para nós. Sim, meus amigos, existem rancores tão profundos que nos cegam de forma aguda. Quando resolvemos eleger um desafeto como “o grande personagem da nossa história” entregamos a ele o papel de ator principal, abrindo mão de exercermos nós mesmos o protagonista da nossa “peça”. Nos deliciamos com as pequenas quedas que o outro possa ter, com qualquer sofrimento que possamos considerar, tentando enxergar nisto a justiça que pensamos que precisa ser feita. Passamos a dedicar a ele (consciente ou inconscientemente) toda a nossa atenção, fingindo ignorar alguém que não conseguimos esquecer. Enquanto isto a nossa vida passa, sem que demos a ela a verdadeira importância.

Para a luz do grande palco só haverá um protagonista. Sejamos nós a nossa própria escolha. Livre-se HOJE do peso inútil.

Perdoe! Faça isto por você.