quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Utilidade Pública - DROGAS


  1. Com vistas à prevenção das drogas durante a adolescência do meu pequeno, tenho buscado informações a respeito deste universo. Atualmente estou lendo "Juventude & Drogas: Anjos Caídos" - Içami Tiba. Como esta leitura tem sido bastante proveitosa, dividirei um pouquinho do que estou aprendendo com vocês. Pra tornar a leitura dinâmica, vou deter-me no que achar mais relevante em cada tópico.
    Tema de hoje: NICOTINA
    “É o mais notório componente do cigarro responsável pela dependência. Estimula o Sistema Nervoso Central para obter prazer, aumentar a vivacidade e a performance nas tarefas, reduzir a ansiedade e o apetite. Ela age em neurorreceptores específicos do Circuito de Recompensa, aumentando a dopamina e reforçando o próprio consumo. O desejo de fumar surge quando a taxa de nicotina cai ou diante de hábitos associados ao cigarro, como tomar café, participar de uma festa, realizar uma tarefa difícil. (...) O pulmão é o maior prejudicado. Os cílios das vias aéreas perdem a capacidade de se movimentar e há um enfraquecimento dos glóbulos brancos, o que favorece a incidência de infecções dos brônquios e acúmulo de catarro. Isto explica a tosse persistente. (...) Fumar aumenta os níveis de gorduras no sangue, sobretudo do mau colesterol (culpado pela arteriosclerose – endurecimento das artérias pela formação de placas de gordura no seu interior). O monóxido de carbono fixa-se nos glóbulos vermelhos do sangue, diminuindo sua capacidade de levar oxigênio aos tecidos. Em função disso, a medula recebe a ordem de produzir mais hemácias, mas não adianta, pois sua capacidade é sempre reduzida e isto só serve para que o sangue engrosse.
    A associação dos dois fatores (placas de gordura mais sangue grosso) e o aumento da pressão arterial (também provocada pela nicotina) torna quase impossível escapar dos acidentes vasculares, causados pela interrupção do fluxo sanguíneo para órgãos vitais como cérebro (derrame) ou coração (infarto).”
    Deixo registrado aqui que visitei o universo das drogas na minha adolescência. Não cheguei a ser usuária frequente, mas usei maconha e lança-perfume. Usei cigarro por 10 anos e abusei do álcool incontáveis vezes. Sempre soube que as drogas prejudicavam o organismo, mas esta (restrita) informação não é suficiente para afastar-nos da enorme curiosidade que na adolescência temos em relação às drogas. Talvez, na época, se eu tivesse mais conhecimento a respeito das drogas (e isto inclui álcool e cigarro), tivesse me mantido realmente distante de todos estes riscos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vivendo, Ensinando e Aprendendo

  1. Nada mais é a vida do que uma gigantesca oportunidade de aprendizado e ensinamento.
    Quem não aprende, desperdiça.
    Quem não ensina, limita o meio, negando ao outro a oportunidade que alguém generosamente lhe concedeu.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lei Seca: BOA!

Meus parabéns e total aprovação a APLICAÇÃO da nova lei seca "Tolerância Zero"!
Na quinta-feira, o Robson voltando de uma viagem a Santa Cruz do Sul à trabalho, foi parado numa enorme barreira de fiscalização aqui em Cachoeirinha por volta de meia-noite. No "circo", havia polícia, EPTC, médico e psicólogo. A fila para chegar à barreira era enorme, ele ficou parado uma hora e meia até ser liberado. O carro, totalmente revistado. Teve que dizer de onde veio e para onde estava indo, fazer o teste do bafômetro e (como não acusou consumo de álcool) posteriormente liberado.
Segundo ele, vários carros estavam sendo guinchados e os motoristas sendo conduzidos até a delegacia. Inclusive duas meninas muito jovens, cada uma em um carro bem novo, estavam aguardando para serem levadas.
Lei tem que ser pra TODOS e não basta estar no papel. Precisa estar nas ruas, atuando ativamente e fazendo diferença na vida da sociedade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Difícil Adeus


Um bom amigo é como um presente de Deus. Dentre tantas pessoas com as quais convivemos, encontrar uma que nos seja especial é, de fato, um verdadeiro achado.
Amizade não se constrói só de afinidades, boas risadas ou eventuais confidências. Ela precisa necessariamente da passagem do tempo, das mudanças de fase da vida, da nova cor do cabelo, do novo comprimento da saia... Só sabemos que encontramos um grande amigo, muito tempo depois de ele estar em nossa vida. É quando olhamos pra trás e percebemos o quanto mudamos, o quanto ele também mudou e, ainda assim, continuamos encontrando motivos para nos mantermos ligados, que finalmente percebemos a dimensão da sua importância.
Grandes amigos são como pedaços de nós. Eles nos complementam, ajudam a descobrir quem somos, nos fazem falta quando se afastam e nos permitem sentir plenos quando se aproximam. Sensações que só a extrema cumplicidade pode nos proporcionar.
E cumplicidade nada tem a ver com concordância eterna. Ao contrário. Às vezes, é justamente a descoberta de um novo ponto de vista o que nos enriquece. É na perspectiva do amigo que encontramos resposta para muitos de nossos questionamentos. Só amigos de verdade discordam sem brigar, contrapõem idéias sem ofender, compreendem nossa paisagem, mas também são capazes de nos oferecer outro horizonte, completamente inesperado. E foi de muitas afinidades e valiosas diferenças que compreendi que grande amiga é a Aninha.
Poderia atribuir o carinho que tenho por ela à forma com que sempre tratou o meu filho Carlinhos. Antes mesmo de ele ser adotado, enquanto ainda só era nosso afilhado, a Ana nunca economizou afeto e atenção com meu pequeno nas ocasiões em que ela o encontrava na minha casa. Depois que me tornei mãe de uma criança com paralisia cerebral, aprendi a valorizar os mínimos gestos de aproximação das pessoas em relação ao meu filho. Não que eu me ressinta com que não tenha esta iniciativa, mas ver alguém se aproximar dele com naturalidade e sem receio enche mesmo o meu coração de alegria. Mas apesar da importância que isto sempre teve pra mim, a gratidão que hoje tenho pela Ana vai muito além do vínculo que ela tem com o Carlinhos.
Nos primeiros anos, nossos encontros não eram muito frequentes, na verdade nos conhecemos porque nossos maridos já eram amigos. Mas a sua companhia sempre me pareceu muito agradável. Pessoa educada e de trato comedido, a Ana sempre contrastou com meu jeito mais “largado” de ser. Apesar de termos muitas coisas em comum, lidávamos com os dilemas do dia-a-dia de forma muito diferente.
Foi em meados de 2010 que a Ana se tornou a fisioterapeuta do Carlinhos. A princípio seria apenas um atendimento pós-cirúrgico, mas depois de constatarmos a enorme necessidade que ele tinha de fisioterapia contínua, acabamos contratando definitivamente os seus serviços. E foi então que decidimos abraçar a possibilidade de nos tornarmos amigas.
Enquanto o Carlinhos fazia fisioterapia, eu e a Ana fazíamos... terapia.
Conversávamos sobre tudo, as mais variadas pautas. Desde os pequenos acontecimentos domésticos até a filosofia sobre as grandes questões da humanidade. Da criação dos filhos ao gênio terrível dos maridos (e como rendeu este assunto – kkk...). De receitas culinárias às expectativas para o futuro. Dos traumas de infância à carreira profissional. Conviver com a Ana era como escrever um diário. Relatei minhas histórias e conheci as dela com a mesma riqueza de detalhes. Contamos das nossas forças e fraquezas, das dúvidas e das certezas, das esperanças e decepções, da alegria e da tristeza e de tudo mais que a vida nos traz.
É... a Ana soube conquistar o seu espaço.
Hoje, sinto-me triste e feliz. A Ana mudou-se para Santa Catarina, decidiu no final do ano passado que não queria mais viver em Gravataí. Nasceu e se criou nesta cidade, que hoje é pequena pra ela. A casa mal localizada, o trânsito diário e infernal da via crucis Cachoeirinha/Porto Alegre, a ausência de natureza, a violência urbana e seus próprios conflitos interiores (tão comuns na nossa idade) levaram a Ana pra longe. Longe de nós, mas em busca dela mesma, da sua felicidade, de mais qualidade de vida, de menos corre-corre e estresse. Minha amiga sonha grande e sabe que tudo é uma questão de “fazer acontecer”.
Estou feliz por ela e triste por mim, pelo Carlinhos, pelas minhas manhãs, que agora estão em silêncio...
Mas ao mesmo tempo também me sinto feliz. Sinto-me orgulhosa da sua atitude, da sua coragem e da sua sede de vida, de alegria e realização. Tenho profunda admiração por aqueles que rasgam a cortina da hipocrisia, da mediocridade, do horizonte cinzento e partem de peito aberto em busca de um novo rumo.
Logo a Ana, que sempre me pareceu tão indefesa, tão frágil e “bem comportada”... Nunca imaginei que aquela moça tão pacienciosa, discreta e reservada fosse capaz de um passo tão ousado quanto este. Pra mim a ficha só caiu quando, nos últimos dias de atendimento, a Ana trouxe a nova fisioterapeuta que irá dar continuidade ao seu trabalho com o Carlinhos. Fiquei grata pela sua preocupação em encaminhar o meu filho para alguém de sua confiança, mas no fundo não queria que aquela moça tivesse chegado. Ela representava o fim de um ciclo, o rompimento de uma convivência tão agradável e que eu não gostaria que terminasse. Ainda assim, desejei boas-vindas. Quem sabe esta nova presença não me reserva mais uma grande amizade?
Quanto à Ana..., o que se pode dizer de uma amiga tão querida e leal?
“Aninha, desejo a você toda a felicidade deste mundo.
Desejo que encontres tudo aquilo que procuras,
Desejo que esta nova etapa da tua vida seja repleta de realizações,
De alegria,
De paz,
De amor e de harmonia.
Desejo que sejas muito, muito, muuuuito feliz.
Obrigada, por tudo!”