Odeio quando alguém tenta me obrigar a fazer alguma coisa.
Obrigar não no sentido de me pegar pelo braço e me forçar a
fazer algo, tampouco me chantagear ou ameaçar de alguma forma a fim de atingir
o seu objetivo. Refiro-me àquela “obrigação” que algumas pessoas simplesmente
acham que os outros têm de fazer o que elas querem e ponto final. Àquele tom de
autoridade que alguém usa quando vem pedir alguma coisa e deixa subentendido
que uma resposta negativa seria interpretada como um desaforo ou que eu simplesmente
não tenho o direito de me negar a fazer o que me está sendo solicitado.
Odeio que tentem me manipular. Pior ainda quando os
argumentos para me convencer sejam apelos sentimentalóides como o da obrigação
moral.
Odeio quando alguém tenta me provar que pelo fato de eu ter
algo que outra pessoa não tem, isto gera em mim a obrigação de dividir com ela
o que eu conquistei com o MEU ESFORÇO.
Não sou uma pessoa mesquinha, egoísta ou indiferente aos
outros. Mas não admito que NINGUÉM venha me dizer o que fazer. Não tenho
obrigação de NADA. Minha única obrigação é com meus pais, meus filhos e meu
marido. De resto, faço porque quero, porque não me custa, porque me alegra
levar felicidade a quem EU TENHO VONTADE de ajudar. Mas isto não é e nem nunca
foi minha obrigação.
Não é porque em algum momento ajudei alguém que tenho que
sair por aí ajudando o mundo inteiro. E ninguém pode me diminuir por isso. Tenho
meus próprios critérios de julgamento e não admito que eles sejam questionados.
Se alguém me achar ruim por isto, que faça melhor que eu.
Aliás, quem realmente quer ajudar o próximo, sugiro que o
faça PESSOALMENTE ao invés de ficar “angariando voluntários”.
Quem manda, melhor faz!
Nenhum comentário:
Postar um comentário