terça-feira, 16 de outubro de 2012

Auto-perdão


Nenhum outro perdão é tão importante quanto o seu em relação a seus próprios erros.

O arrependimento não pode ser um estado permanente. Ele precisa durar apenas o tempo necessário para que você encontre um modo de reparar seu erro.

Enquanto você não se perdoa, acaba inconscientemente cometendo outros erros em desdobramento do objeto inicial do seu remorso.

Quantas relações passam por esta enfermidade durante anos, às vezes, a vida toda?

Pais que erram na educação dos filhos, seja no peso da mão, na ausência afetiva, no excesso material (que pode ser tão prejudicial quanto a falta) ou mesmo em alguma omissão, quando caem em si não raro tentam “compensá-lo” permitindo abusos e, com isto, deteriorando ainda mais a relação.

Errar é humano, perdoar é divino, SE perdoar é vital.

O auto-perdão é a única saída para o recomeço. Ele é o primeiro passo a ser dado em direção à construção da própria dignidade.

2 comentários:

  1. Perdoar-se é, antes de mais nada, reconhecer que erramos conosco mesmo, feito isso procuremos saber quando, como e porque. Encontrada a explicação, está morta a charada. Beijão, filha.

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  2. Infelizmente não creio que seja tão elementar assim. Às vezes não conseguimos justificar racionalmente algumas atitudes, até porque não se justificam mesmo. Creio que isto seja o mais difícil de aceitar.
    Mas ainda assim é preciso seguir em frente, deixar o passado para trás e construir o hoje, que é o único tempo que nos permite interferência.

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