Tenho ouvido e lido em diversos veículos de comunicação, da
boca de religiosos de diversas crenças, em livros de psicologia e auto-ajuda
argumentos louváveis sobre o valor do perdão. Da dificílima arte de perdoar
aqueles que nos magoam, nos ofendem, nos destratam, nos minimizam, nos enganam,
nos traem de alguma forma... Confesso aqui que considero pessoalmente este o
maior desafio do meu aprendizado. Sempre fui péssima de perdão, mas de tanto analisar
os inúmeros benefícios que podemos obter em perdoar alguém, acabei vendo que
não é tão difícil quanto eu imaginava. E que eu sou a maior beneficiada quando
consigo perdoar alguém. Hoje divido com vocês algumas coisas que consegui
aprender sobre esta superação.
Um aspecto muito relevante que consegui compreender é que
não precisamos que alguém nos peça perdão para que perdoemos um mal causado. O
perdão está acima da atitude do outro. Se fosse diferente, bastaria um pedido
de desculpas para que tudo estivesse resolvido. E nós sabemos que não é bem
assim que as coisas funcionam.
Perdoar é abrirmos mão de continuar sofrendo por algo que
aconteceu conosco em algum determinado momento. Sempre é uma escolha nossa,
nunca do outro. A escolha do outro foi ter-nos desapontado, a nossa é quanto
tempo vamos cultivar a ferida que isto nos causou.
Existem pessoas que carregam com orgulho feridas abertas
durante uma vida toda. Impedindo sua cicatrização, mesmo que a vida lhe
proporcione emoções muito mais saudáveis e leves, elas continuam cultuando a
energia negativa recebida de outra pessoa. Ostentam sua dor como um troféu,
negando-se a abandonar o peso do rancor ou da sede de vingança. Pensam que
assim estão punindo, ao menos energeticamente, que as feriu.
Vale lembrar que normalmente a ferida só importa para quem
a carrega, e não para quem a causou. Pensamos que alimentar um ódio exposto no
coração irá de alguma forma penalizar quem o causou. Ledo engano, lamento
informar que quem magoou está pouco se lixando para o sofrimento causado. Não
raro, ele só atinge as pessoas a quem amamos. Estas sim, ao assistir nossa
agonia, tentam de todas as formas auxiliar-nos na superação do trauma, na
libertação do coração. E acabam sendo as mais prejudicadas com nossa postura,
além de nós mesmo, é claro.
Existe ainda um outro aspecto extremamente importante
acerca do perdão que é o de retirarmos de uma espécie de altar aquela pessoa
que acreditamos não ter nenhuma importância para nós. Sim, meus amigos, existem
rancores tão profundos que nos cegam de forma aguda. Quando resolvemos eleger
um desafeto como “o grande personagem da nossa história” entregamos a ele o
papel de ator principal, abrindo mão de exercermos nós mesmos o protagonista da
nossa “peça”. Nos deliciamos com as pequenas quedas que o outro possa ter, com
qualquer sofrimento que possamos considerar, tentando enxergar nisto a justiça
que pensamos que precisa ser feita. Passamos a dedicar a ele (consciente ou
inconscientemente) toda a nossa atenção, fingindo ignorar alguém que não
conseguimos esquecer. Enquanto isto a nossa vida passa, sem que demos a ela a
verdadeira importância.
Para a luz do grande palco só haverá um protagonista.
Sejamos nós a nossa própria escolha. Livre-se HOJE do peso inútil.
Perdoe! Faça isto por você.
Novamente gostei. Olhe que interessante o que acabo de receber. Coincidência??
ResponderExcluirGrande beijo, nós.
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Ui, amigo!!! Será que é alguma mensagem pessoal??? kkkkk bjk
ExcluirMaravilhoso, filha. Espirito em rápido aprendizado. Que Deus te ilumine sempre. Bjs.
ResponderExcluirValeu!!!! Bj.
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