segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Poder do Perdão


Tenho ouvido e lido em diversos veículos de comunicação, da boca de religiosos de diversas crenças, em livros de psicologia e auto-ajuda argumentos louváveis sobre o valor do perdão. Da dificílima arte de perdoar aqueles que nos magoam, nos ofendem, nos destratam, nos minimizam, nos enganam, nos traem de alguma forma... Confesso aqui que considero pessoalmente este o maior desafio do meu aprendizado. Sempre fui péssima de perdão, mas de tanto analisar os inúmeros benefícios que podemos obter em perdoar alguém, acabei vendo que não é tão difícil quanto eu imaginava. E que eu sou a maior beneficiada quando consigo perdoar alguém. Hoje divido com vocês algumas coisas que consegui aprender sobre esta superação.

Um aspecto muito relevante que consegui compreender é que não precisamos que alguém nos peça perdão para que perdoemos um mal causado. O perdão está acima da atitude do outro. Se fosse diferente, bastaria um pedido de desculpas para que tudo estivesse resolvido. E nós sabemos que não é bem assim que as coisas funcionam.

Perdoar é abrirmos mão de continuar sofrendo por algo que aconteceu conosco em algum determinado momento. Sempre é uma escolha nossa, nunca do outro. A escolha do outro foi ter-nos desapontado, a nossa é quanto tempo vamos cultivar a ferida que isto nos causou.

Existem pessoas que carregam com orgulho feridas abertas durante uma vida toda. Impedindo sua cicatrização, mesmo que a vida lhe proporcione emoções muito mais saudáveis e leves, elas continuam cultuando a energia negativa recebida de outra pessoa. Ostentam sua dor como um troféu, negando-se a abandonar o peso do rancor ou da sede de vingança. Pensam que assim estão punindo, ao menos energeticamente, que as feriu.

Vale lembrar que normalmente a ferida só importa para quem a carrega, e não para quem a causou. Pensamos que alimentar um ódio exposto no coração irá de alguma forma penalizar quem o causou. Ledo engano, lamento informar que quem magoou está pouco se lixando para o sofrimento causado. Não raro, ele só atinge as pessoas a quem amamos. Estas sim, ao assistir nossa agonia, tentam de todas as formas auxiliar-nos na superação do trauma, na libertação do coração. E acabam sendo as mais prejudicadas com nossa postura, além de nós mesmo, é claro.

Existe ainda um outro aspecto extremamente importante acerca do perdão que é o de retirarmos de uma espécie de altar aquela pessoa que acreditamos não ter nenhuma importância para nós. Sim, meus amigos, existem rancores tão profundos que nos cegam de forma aguda. Quando resolvemos eleger um desafeto como “o grande personagem da nossa história” entregamos a ele o papel de ator principal, abrindo mão de exercermos nós mesmos o protagonista da nossa “peça”. Nos deliciamos com as pequenas quedas que o outro possa ter, com qualquer sofrimento que possamos considerar, tentando enxergar nisto a justiça que pensamos que precisa ser feita. Passamos a dedicar a ele (consciente ou inconscientemente) toda a nossa atenção, fingindo ignorar alguém que não conseguimos esquecer. Enquanto isto a nossa vida passa, sem que demos a ela a verdadeira importância.

Para a luz do grande palco só haverá um protagonista. Sejamos nós a nossa própria escolha. Livre-se HOJE do peso inútil.

Perdoe! Faça isto por você.

4 comentários:

  1. Novamente gostei. Olhe que interessante o que acabo de receber. Coincidência??
    Grande beijo, nós.

    http://www.facebook.com/photo.php?fbid=418990204826764&set=a.226429304082856.59043.212113438847776&type=1&ref=nf

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    1. Ui, amigo!!! Será que é alguma mensagem pessoal??? kkkkk bjk

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  2. Maravilhoso, filha. Espirito em rápido aprendizado. Que Deus te ilumine sempre. Bjs.

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