Mudança não é um desejo. Mudança é atitude.
Quem deseja a mudança, mas não age de forma a promovê-la, no
fundo não quer mudar, quer um milagre.
Já ouvi muitas pessoas dizerem “quero acordar de um
pesadelo”, “gostaria de dormir e só acordar depois de um longo tempo, quando
tudo já estiver resolvido” ou ainda “como eu gostaria que AS COISAS fossem
diferentes”.
Quando uma pessoa assume este tipo de postura diante dos
problemas está abrindo mão de sua autonomia em relação à própria vida, fica
evidente que não está disposta a ser o agente da tão “desejada” mudança. Porém,
invariavelmente o único agente capaz de nos modificar somos nós mesmos.
Vale lembrar que não adianta mudarmos de cidade, de emprego,
de marido... e repetirmos os mesmos erros. A verdadeira mudança é primeiramente
interior. Nada impede que demos chance a um novo trabalho, uma nova relação
amorosa, e todas as demais alterações que consideremos necessárias. Mas entrar
em novas circunstâncias sem, no mínimo, avaliar a nossa parcela de contribuição
para que o fracasso tenha acontecido, é empurrar a sujeira para debaixo do
tapete, além de comodamente atirarmos a responsabilidade de todos os erros em
cima do outro (o filho, o marido, o chefe, o vizinho...).
A mudança implica em levantarmos da poltrona e jogar fora
aqueles últimos cigarros que ficaram no maço e não esperar que eles terminem
para depois parar de fumar. Mudar é calar a voz quando houver a irresistível
oportunidade de maldizer alguém. É abrir a geladeira e jogar fora tudo aquilo
que prejudica a nossa saúde e abrir espaço para uma nova dieta. Mudar é
reorganizar os horários do dia e destinar um tempo para o que nos faça bem (se
não puder ser diariamente, que seja com a maior freqüência possível). Mudar é
aprender que não sabemos tudo, e que existem milhões de coisas interessantes a
serem descobertas. E que estas descobertas nos levarão talvez a fazer novas
mudanças. Mudanças nas coisas simples ou nas grandes verdades nas quais
acreditamos, na qualidade dos relacionamentos ou no autoconhecimento.
Mudar é saudável, rejuvenesce, atrai novas relações, afasta
as que já se esgotaram. Mudar é um exercício prazeroso, estimulante,
enriquecedor. E para isto não existe um tempo, o dia é hoje e o momento é
agora.
É extremamente gratificante quando entendemos e descobrimos que nos modificando, modificamos o outro. Isso é maravilhoso,engrandecedor e evolutivo. Parabens por mais essa REFLEXÃO.
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